Thursday, October 18, 2007

O mais alto patamar de amor, tolerância e respeito humanos


"Coloque dez alunos numa universidade. Durante três anos e meio, que foi o tempo que Cristo passou com seus discípulos, tente ensiná-los a se amarem uns aos outros. Dê palestras, promova debates e conduza esses alunos a lerem todo tipo de literatura sobre o amor. Veja o resultado. Provavelmente, no final desse período, eles não estarão se amando, mas guerreando uns contra os outros, discutindo quem tem mais conhecimento sobre o amor, quem discorre melhor sobre ele. Serão mestres no discurso sobre o tema “amor”, mas dificilmente aprenderão a mais difícil de todas as artes, a de amar. Aprendê-la exige mais do que cultura e eloqüência.

Cristo tinha uma meta tão elevada sobre o amor, que tanto seu discurso como suas atitudes ultrapassavam os limites da lógica psicológica. Certa vez, disse: “Ouvistes o que foi dito: amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém vos digo: Amai os vossos inimigos o orai pelos que vos perseguem... Se amardes os que vos amam, que recompensa tereis?” (Mateus 5 44). Com estas palavras, Cristo atingiu os limites mais altos e, ao mesmo tempo, mais impensáveis do amor, da tolerância e do respeito humano.

Como é possível amar os inimigos? Quem tem estrutura emocional para isso? Como é possível amar alguém que nos frustrou, nos decepcionou, falou injustamente contra nós? Algumas pessoas não conseguem amar nem a si mesmas, pois não tem o mínimo de auto-estima, vivem se destruindo com sentimentos de culpa e inferioridade. Outras amam seus inimigos, mas com uma emoção frágil e sem raízes, pois, ao mínimo sinal de frustração, os excluem de suas vidas. Outras ainda tem uma emoção mais rica e estável e constroem amizades duradouras que suportam os invernos existenciais. Todavia, são incapazes de amar alguém além do seu círculo de amigos, por isso são exclusivistas, não aceitam intrusos em seu grupo social.

Se nosso amor é muitas vezes condicional, instável e exclusivista, como é possível amar os inimigos? Nenhum humanista chegou a tal ambição... Somente uma pessoa que é apaixonada pela vida e pelo ser humano e, além disso, é tranqüila e segura supera com dignidade as frustrações sociais e gerencia com exímia habilidade seus pensamentos nos focos de tensão. Somente alguém assim pode viver o padrão proposto por Cristo, pode ser livre em sua emoção, pode ter possibilidades de amar as pessoas que aborrecem."

“Aprendei de mim, pois sou manso e humilde de coração”. Mateus 11 29

Extraido do livro "Mestre dos Mestres" - Augusto Cury

Que possamos aprimorar e aprender a amar uns aos outros assim como Cristo nos amou e nos ama.

Equipe Teia de Oração
Adriana

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